sexta-feira, 22 de maio de 2009

Depois de um longo e tenebroso inverno consegui voltar a escrever!

Apologia

Até onde eu sei, apologia significa exaltar e incentivar determinada atitude ou concepção. E pelo que me consta, em nossa constituição é crime fazer apologia a qualquer outro crime prescrito na mesma constituição.

Logo, marchar pela liberação da maconha, que é completamente diferente de marchar pelo uso da maconha, não é apologia ao uso de drogas. Certo?!

Depende de quem marcha!

Para o deputado Laerte Bessa, o fato, do também deputado, Carlos Minc participar do manifesto
implica na prática de crime de apologia.

Se é crime pro Minc, todos os outros manifestantes não deveriam ser acusados e "prestar esclarecimentos a respeito"?

É muita hipocrisia, além de uma falta de respeito a nossa inteligência!

Esse tipo de discussão está muito mais relacionada com a sede de criar polêmica e vontade de aparecer dando enredo para mídia, do que realmente trabalhar o assunto em questão.

Com esse tipo de atitude o foco muda, a problemática da liberação ou não da maconha no Brasil deixa de ser discutida e ficamos assistindo essa guerrinha idiota de deputados que acaba gerando todo um procedimento interno, que despende tempo e dinheiro para tramitar e que não leva a lugar algum. E para que?

Enquanto isso... Traficantes estão vivendo confortavelmente, muito bem aparados belicamente, transformando as grandes cidades brasileiras em bombas relógio, plantando medo e assistindo de camarote o crescimento da força desse poder paralelo.

E nós que não estamos em nenhuma das duas esferas, nem no poder paralelo nem no poder público continuamos a temer sem saber exatamente como ou quando isso tudo vai acabar.

Tem tanta coisa pra fazer, tanto para discutir, tanto para trabalhar...

Dá tristeza de ver como a gente ainda não sabe votar.

terça-feira, 31 de março de 2009

Dois pesos e Duas medidas!



Bom, para iniciar quero deixar bem claro que não acompanho nem de longe o mundo pop musical internacional atual.


Estou muito satisfeita com o que é produzido por mentes nacionais e agradeço aos céus por ter o privilégio de ouvir Tom, Vinícius, Chico, Lenine, Caetano, Bethânia, Roberta Sá, Elis, Maria Rita, Chicas, Fagner, Djavan... SEM precisar de tradução.


Mas sei que não estou no padrão e a maior parte dos jovens curte outro som. No caso dos adolescentes então... muitas vezes eu nem sei de quem eles estão falando e é o maior sucesso aqui e no exterior.


Não tenho a menor pretensão de criticar o trabalho de ninguém, nem avaliar nada, até por que eu não avalio nada que não conheço, a questão aqui não é música e sim comportamento!


Hoje ao ler a revista Megazine, do Globo, mais uma triste surpresa:

Algumas jovens foram entrevistadas a respeito do caso Chris Brown espancar sua ex-namorada Rihanna e ... PASMEM!!!

A maioria das jovens entrevistadas defende o agressor e culpa a menina.

Volto a me perguntar, que tipo de indivíduos nossa sociedade está gerando???


As meninas entrevistadas usam argumentos estarrecedores para defender esse cantor, argumentos como: "Ela provavelmente o deixou louco para ter uma reação assim" ou "Se ela não fosse ciumenta isso não teria acontecido!"

E a minha grande dúvida é: Será que essa defesa é porque ele é um sucesso ou essas meninas estão de fato disponíveis para serem surradas em caso de ciúmes? Passou a existir uma concessão para espancamento? No caso da mulher ser ciumenta merece a agressão?

Aos meus ouvidos esses discursos só servem para inventar justificativas para o injustificável.


Mas é aquela velha história de desejar a punição e a justiça apenas para os que são estranhos ou distantes. Se o bandido é desconhecido faz-se questão de punição e quanto maior o sofrimento melhor, mas se o bandido é conhecido, amigo, familiar ou até ídolo, aí são outros quinhentos...

Falando por mim, eu quero mais é que a lei Maria da Penha seja universal e cumprida com rigor em todas as culturas.

E mais, são esses caras, famosos e populares como esse tal Chris Brown (que inclusive me lembrou o também violento James Brown), Dado Dolabella e tantos outros devem ser punidos não só para deixarem de ser covardes mas para servirem de exemplo para os outros valentões anônimos.

Nesses caso, tomo partido das Rihannas, Luanas, Marias, Priscilas, Joanas, Anas, Ritas, Iracemas, Carolinas....

quinta-feira, 26 de março de 2009

Call Center



Vou relatar um episódio vivido por mim e que se não fosse trágico seria cômico!

Liguei para a central de atendimento da TAM para solicitar informações sobre o vôo de um dos instrutores da empresa onde trabalho.

Tentarei reproduzir na íntegra meu diálogo com a atendente com a qual consegui contato depois de ter ficado algum tempo respondendo as perguntas da gravação:

TAM: TAM Linhas Aéreas, "fulana de tal", boa tarde, com quem eu falo?
Roberta: Boa tarde, fala com Roberta.
TAM: Olá sra. Roberta no que posso ajudar?
Roberta: Bom, eu preciso saber o horário do vôo de um funcionário da minha empresa.
TAM: A sra. tem o número do localizador do vôo?
Roberta: Não. Tenho apenas o nome do passageiro, a origem, o destino e a data do vôo.
TAM: Mas para eu lhe passar as informações eu preciso ou do localizador ou do horário.
Roberta: Minha senhora, se eu tivesse o localizador, o horário, o nome do passageiro, a origem, o destino e a data do vôo, para que eu ligaria para vocês?
TAM: (silêncio)
Roberta: Querida, eu preciso do horário do vôo para informar ao passageiro. Infelizmente o computador no qual essa informação está armazenada está em manutenção e o passageiro está em trânsito, por isso liguei para central de atendimento.
TAM: Senhora, infelizmente, eu não tenho como acessar o sistema sem os dados que lhe solicitei.
Roberta: Querida.... o sistema de vocês não deve ser diferente do sistema acessado pelos funcionários da TAM alocados no aeroporto, e lá apenas com o nome do passageiro recebemos todas as informações sobre o vôo agendado. O problema na verdade está na sua dificuldade em trabalhar com sistema.
TAM: Senhora, sem o localizador e/ou o horário do vôo, só no aeroporto porque...
Roberta: Ok, muito obrigada pelo seu não atendimento!

Depois disso, eu já estava profundamente irritada, então resolvi fumar um cigarro e pensar para tentar acreditar que aquilo realmente tinha acontecido.

A situação foi tão absurda que beirava o inacreditável, e eu até desconfiei que era eu quem estava ficando maluca.

De que adianta um call center com função de SAC se na verdade só há preparo e treinamento para os funcionários do Tele-Vendas?!

De que me vale optar por um serviço caro, bem caro, diga-se de passagem, como o que a TAM vem oferecendo, se nem uma informação simples consigo na central de atendimento.

Imagine se o passageiro fosse um antropólogo que estivesse em uma tribo indígena no interior do Amazonas.

Ele teria que pegar seu barco atravessar um rio chegar na cidade mais próxima para depois ir a Manaus e no aeroporto solicitar apenas a informação do horário de seu vôo. Faz sentido isso?!!

Tem muita gente nesse país que é séria, tem vontade de trabalhar e principalmente, trabalhar com dedicação e competência. Uma pessoa como essa, bem treinada faz com certeza um serviço de atendimento decente.

São essas pessoas que deveriam estar ocupando o lugar dessas outras, como a que me atendeu, que se recusam a fazer seu trabalho com o mínimo de competência.

Desconfio muito dessa idéia que a TAM vende de que tem paixão por servir, por voar pode até ser, mas por servir... está muito longe do meu padrão de qualidade em prestação de serviço.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Sua Santidade, Limite-se!!!!

O Papa sai do Vaticano para visitar a ÁFRICA, não sei bem com qual missão, mas foi.

Ouso dizer que muito provavelmente essa passadinha por lá tenha relação com a pesquisa que demonstra que o número de católicos cresce por aquelas bandas, mas isso não vem ao caso.

O que importa, é que ele declarou que a distribuição e utilização da camisinha além de não resolver a problemática da AIDS pode AUMENTAR o número de infectados.

Mas, o que ele queria dizer é que o uso da camisinha gera uma sensação de segurança que não é garantida e por isso pode criar um problema.

No entanto, o fato é que estamos falando da ÁFRICA!!!!!!!!

Onde temos níveis absurdos de indivíduos sem nenhuma educação, passando fome, vivendo abaixo da linha da miséria e morrendo de AIDS!

Será que Sua Santidade não imaginou que sua declaração poderá provocar uma interpretação catastrófica naquele povo? Até que ponto aqueles indivíduos conseguem relacionar o que é dito com o que se quer dizer? Será que a contextualização será feita de maneira correta?

Todo discurso deve ser formatado para que tenha entendimento pleno dos ouvintes, é sempre pensando no receptor que difundimos uma mensagem.

E no caso do Papa, para a quantidade de ouvintes que ele fala, o discurso deveria ser muito bem trabalhado antes de ser simplesmente dito.

Imaginem se os africanos entenderem o uso da camisinha como mais uma ameaça a suas vidas e pararem de usá-la!?!

Que Deus abençoe a África! Porque os homem e seus líderes estão acabando com ela!

quinta-feira, 12 de março de 2009

A moda realmente pega

Como de costume, acessei hoje pela manhã o G1 e mais uma vez fiquei apavorada!

Como se não bastasse o caso da menina de Pernanbuco grávida do padrasto, agora temos uma menina de 13 grávida do pai na Bahia, outra de 11 em Goiás....

Enfim, a quantidade de meninas, entre 09 e 13 anos, grávidas dos pais ou padrastros e com a conivência das mães é estarrecedora!

Onde é que esse mundo vai parar?!! Que tipo de indivíduos nossa sociedade está gerando?? E pior, como vai ser o futuro dessa pavorosa quantidade de meninas traumatizadas?

Concordo plenamente com Abraham Lincoln na afirmativa "se educarmos as crianças não precisaremos punir os homens", mas no caso da não educação a punição tem que ser ainda mais severa.

Um indivíduo que estupra a própria filha merece mesmo "tentar ser recuperado" na prisão para depois ser reinserido na sociedade?!

Para um homem desses a única vantagem da prisão é a certeza de que ele experimentará a mesma sensação que as suas vítimas tiveram.

Aos meus olhos é impossível pensar em direitos humanos nesses casos, aliás eu só consigo repensar em pena de morte!

E ainda assim, mesmo com a pena de morte, só teríamos 1 dos problemas resolvidos, porque ainda temos uma criança completamente desestabilizada, sem referência familiar e que, caso nenhum excomungado faça o aborto, colocará nesse circuito de loucuras mais uma vida.

Isso não pode continuar a acontecer nesse ritmo desenfreado sem nada fazermos, a sensação de impotência diante de tamanha violência covarde é revoltante!

Quando um cavalo fratura uma das patas e a recuperação é inviável é preciso sacrificá-lo. Será mesmo eficiente recuperar um homem irracional?

quarta-feira, 11 de março de 2009

O Vaticano Se Supera

Quando acreditamos já ter visto de tudo, a máxima do "o que está ruim pode piorar" vem a tona!
Como se não bastasse todos os absurdos brasileiros, Collor, Calheiros, Palácio, Marola, Hora Extra no Recesso parlamentar, Criança grávida de gêmeos (enteados da avó), Médico excomungado...

Eis que o Vaticano se pronuncia:

Em homenagem, muito controversa diga-se de passagem, ao dia internacional da Mulher, publica em seu jornal um artigo que transforma a máquina de lavar no grande libertador da classe feminina.

Nessas horas, agradeço por não ter queimado sutiãs para me impor, ao mesmo tempo que tenho muita pena das que o fizeram, pois de nada valeu.

Visto que, pela lógica (sempre controversa) do Vaticano o grande libertador das mulheres foi o inventor, ou no mínimo, o detentor da patente da invenção da máquina de lavar.

Ironias a parte, (ou não), sou da política do "na falta do que falar, fica quieto!" E por isso não consigo perceber onde querem chegar com a publicação do referido artigo.

Criticar a pílula e o aborto, até é compreensível, as duas medidas vão contra os princípios da Igreja, do que eles chamam de preservaçao da vida e tal... mas daí a mais uma vez desmerecer anos e anos de esforço para conseguir espaço e destaque social é um pouco demais.

Talvez, se o Vaticano trabalhasse melhor o preconceito contra as mulheres os casos de padres gays e pedófilos fossem diminuídos, o que seria bem menos vergoso e muito mais coerente com o que é pregado.

Enfim, queria eu a chance de fazer a próxima campanha publicitária da Brastemp!!